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Sua empresa está preparada para o mundo pós-digital?

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Sua empresa está preparada para o mundo pós-digital?

Sua empresa está preparada para o mundo pós-digital?
A expansão das tecnologias emergentes desencadeou o surgimento de uma nova estrutura social pautada na interdependência global em rede. Na sociedade pós-digital, a informação assume o papel de principal recurso econômico. A competitividade em uma economia global depende da capacidade das empresas em gerar inovação tecnológica que permita criar valor agregado para seus clientes e para própria organização.

Um estudo da empresa Accenture, o Accenture Technology Vision 2019, realizado com mais de 6 mil executivos de negócios, marketing e Tecnologia das principais economias mundiais, identificou que 45% relataram que o ritmo de inovação em suas empresas foi acelerado nos últimos três anos devidos às tecnologias emergentes. E com a pandemia global causada pelo COVID-19 em 2020, os investimentos em infraestrutura de TI e tecnologias emergentes devem ser intensificados acelerando ainda mais a digitalização no ambiente de negócios.

A vida das pessoas foi e continuará sendo transformada pela tecnologia. Elas estão ávidas por novas experiências digitais, globais e em rede. A internet passa a ser o principal canal de relacionamento entre marcas e consumidores, e essa comunicação pode ser benéfica ou maléfica para a imagem das organizações, fazendo-se necessário adaptar a publicidade e o marketing para a atual realidade da sociedade pós-digital. Essa sociedade é caracterizada por uma presença tão onipresente da tecnologia digital, que nem percebemos mais que ela está lá.

O marketing de influência, que utiliza influenciadores nas redes sociais para promover marcas e produtos, por exemplo, é uma estratégia pós-digital que gera conexão com os clientes, e tem se demonstrado aderente a nova realidade

CLAUDIO CARVAJAL

Para se destacar nesse novo cenário competitivo, as marcas devem despertar desejo de consumo por meio da criação de sensações e experiência inéditas. O consumidor pós-digital é inquieto, volátil e está em constante busca pela satisfação de seus desejos e necessidades. As mudanças comportamentais e culturais junto com as novas mídias trazem inúmeros desafios e oportunidades. As estratégias de marketing precisam ser reinventadas nesse novo contexto. É preciso reinventar o conceito da sua empresa, renovando portfólio de produtos, serviços e modelos de negócios constantemente. Esse relacionamento com entre a empresa e a sociedade, em especial com seus clientes, depende de novas estratégias de marketing, que permitam criar essa nova conexão com os nativos digitais.

O marketing de influência, que utiliza influenciadores nas redes sociais para promover marcas e produtos, por exemplo, é uma estratégia pós-digital que gera conexão com os clientes, e tem se demonstrado aderente a nova realidade. Os clientes querem se relacionar com as empresas, com suas marcas favoritas em todos os canais. Nas lojas físicas, nas diferentes plataformas digitais, e ter uma experiência diferente e grandiosa em cada uma delas. Com a pandemia do COVID-19, a necessidade de ser omnichannel se tornou urgente, devido as restrições colocadas ao funcionamento dos estabelecimentos físicos, mas a importância de estar presente nas plataformas e redes sociais já era uma tendência, algo que foi antecipado e acelerado por muitas organizações desde 2020.

Dessa forma, é oportuno que as empresas façam uma reflexão, um diagnóstico da sua situação em relação às necessidades desse novo cliente, o cliente pós-digital, e a partir dessa análise estabeleça uma estratégia para iniciar ou acelerar o processo de adaptação de sua empresa ao contexto do mundo pós-digital.

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Claudio Carvajal

Claudio Carvajal

Professor e Coordenador Acadêmico na FIAP. Empreendedor na área de negócios digitais, co-founder da Singular NEXT. Palestrante na área de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia. Autor de livros na área de negócios e tecnologia.

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As tecnologias emergentes e a transformação digital

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As tecnologias emergentes e a transformação digital

Tecnologias Emergentes
As tecnologias denominadas emergentes são aquelas que têm potencial para criar ou transformar a sociedade nos próximos anos. Essas tecnologias já possuem aplicações práticas, despertam grande interesse por seu potencial de rápido crescimento e impacto na sociedade, mas ainda não foram plenamente exploradas. A solução em escala global dos grandes problemas da humanidade como a pobreza, mudanças climáticas, educação, transparência governamental, dentre outros, passa pela aplicação dessas tecnologias.

Existem inúmeras tecnologias emergentes em desenvolvimento, mas temos algumas que podem ser consideradas tendências atuais de mercado. Essas tecnologias são: Inteligência Artificial, Big Data, IoT, Impressão 3D e Robótica. Essas tecnologias devem transformar a vida das pessoas e das empresas nos próximos anos.

Além de gerar valor para seus clientes utilizando essas tecnologias, as empresas devem aplicá-las para facilitar o processo de tomada de decisão dos gestores.

CLAUDIO CARVAJAL

Inteligência Artificial: Inteligência Artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas. A Alexa, assistente de voz da Amazon, é um exemplo da aplicação de IA no mercado.

Big Data: É um conceito que descreve o grande volume de dados estruturados e não estruturados que são gerados a cada segundo. Um exemplo de utilização de Big Data por empresas, é a análise de dados de clientes realizada por grandes redes de varejo. Por meio da disponibilização de programas de recompensas para os clientes nos supermercados, por exemplo, as redes de varejo conseguem identificar os produtos preferidos de seus consumidores e assim gerar ofertas personalizadas.

IoT: O Internet of Things (IoT) descreve a rede de objetos físicos—“coisas”—que são incorporados a sensores, software e outras tecnologias com o objetivo de conectar e trocar dados com outros dispositivos. e sistemas pela internet. Esses dispositivos variam de objetos domésticos comuns a ferramentas industriais sofisticadas.

Impressão 3D: As impressoras 3D conseguem imprimir qualquer tipo de coisa utilizando a tecnologia de impressão tridimensional. Os materiais usados na impressão costumam ser resina plástica e modelagens com laser, e sua estrutura é de metal. Ao fazer a leitura de arquivos para impressora 3D, é possível criar os mais diversos tipos de objetos, como peças decorativas, alimentos e até mesmo tatuagem.

Robótica: A robótica é o estudo da tecnologia associada a concepção e construção de robôs. A área engloba toda a história dos computadores, robôs, sistemas mecânicos motorizados e atualmente está presente em áreas como a medicina e astronomia, por exemplo.

Além de gerar valor para seus clientes utilizando essas tecnologias, as empresas devem aplicá-las para facilitar o processo de tomada de decisão dos gestores. A transformação digital começa na compreensão de como a estratégia de negócios se encontra com essas tecnologias para que ela aconteça. A tecnologia é uma aliada na mudança do modelo de negócios e no desenvolvimento de novos produtos para atender melhor as pessoas e a sociedade.

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Claudio Carvajal

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Professor e Coordenador Acadêmico na FIAP. Empreendedor na área de negócios digitais, co-founder da Singular NEXT. Palestrante na área de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia. Autor de livros na área de negócios e tecnologia.

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Inovação e Valor para o cliente: como superar o desafio de alcançar sucesso no mercado

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Inovação e Valor para o cliente: como superar o desafio de alcançar sucesso no mercado

Inovação e Valor
A inovação é essencial em todos os setores. Hoje em dia, as empresas estão cada vez mais sob forte pressão do mercado, que cobra delas essa capacidade contínua de oferecer novos produtos e serviços cada vez mais rápido ao cliente. Os consumidores esperam que os novos produtos satisfaçam suas necessidades e, quando não satisfeitos, eles não escondem suas decepções. A gestão da inovação nas organizações deve permear a mentalidade das pessoas e fazer parte da cultura organizacional, fazer parte do dia a dia.

Antes de pensar na gestão da inovação, é importante partir de uma definição para inovação, dentre as inúmeras que existem. Isto é importante para entender o conceito, compreender a diferença entre inovação e invenção.

Pode-se inventar diversos produtos, mas se ninguém utilizá-los, foram apenas invenções, não podendo ser considerados como inovações. A inovação ocorre quando as pessoas utilizam aquilo que foi inventado. Elas utilizam a invenção porque é algo útil, porque tem “valor”. Isto é o conceito de inovação: criar valor para pessoas, trazendo algo novo (produto, serviços, método, processos etc.).

Quando se cria valor de verdade para os consumidores, inova-se de fato. Mas como fazer isso? Existem muitas metodologias e abordagens que ajudam a trabalhar a inovação nos negócios, e é importante conhecê-las e escolher aquelas que mais se adequam à empresa, como por exemplo:

Lean Product: as equipes de desenvolvimento de produto precisam atender às necessidades cada vez mais exigentes de seus consumidores. Para isso, utilizam abordagens “Lean”, que contribuem com a otimização dos processos de desenvolvimento, uma vez que estas incluem a redução da força de trabalho e do uso de recursos, remoção de atividades que não agregam valor, sobreposição e interação das atividades.

Essas abordagens concentram-se na entrega de valor para o cliente. Este valor pode ser identificado através de várias formas distintas e as abordagens são caracterizadas por diferentes benefícios e focos.

CLAUDIO CARVAJAL

Customer Development: abordagem desenvolvida pelo professor Steve Blank, da Universidade de Stanford, que se concentra em encontrar problemas e sua melhor solução. A experimentação dessa teoria tem foco no ambiente das startups, empresas que surgem justamente de ideias inovadoras que buscam satisfazer e reter seus clientes.

Lean Startup: abordagem desenvolvida por Eric Ries, que se baseou no Customer Development.

O Lean Startup busca um processo rápido de testagem e aprendizado, preocupando-se com o valor para o cliente.

Essas abordagens concentram-se na entrega de valor para o cliente. Este valor pode ser identificado através de várias formas distintas e as abordagens são caracterizadas por diferentes benefícios e focos.

A entrega de valor para o cliente deve nortear, cada vez mais, as estratégias das empresas e o desenvolvimento de inovações. E a integração de várias abordagens pode permitir que as empresas superem o constante desafio de alcançar sucesso no mercado.

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Claudio Carvajal

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Professor e Coordenador Acadêmico na FIAP. Empreendedor na área de negócios digitais, co-founder da Singular NEXT. Palestrante na área de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia. Autor de livros na área de negócios e tecnologia.

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Open Innovation: estratégias de inovação para aproximar grandes empresas do modelo de startups

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Open Innovation: estratégias de inovação para aproximar grandes empresas do modelo de startups

Open Innovation
Atualmente, as transformações tecnológicas, sociais, políticas e econômicas ocorrem em alta velocidade, exigindo que as organizações sejam ágeis e altamente adaptáveis. É preciso acompanhar as novidades, em especial as soluções tecnológicas que surgem a todo momento, podendo trazer ameaças ou oportunidades aos negócios.

As grandes empresas, em geral, investem em estratégias de inovação fechada, quando as invenções, pesquisas e ideias são desenvolvidas internamente, normalmente a cargo do setor de Pesquisa e Desenvolvimento, conhecido como P&D. Além disto, a empresa detém a propriedade intelectual daquilo que desenvolve. Isto significa que o processo de ideação e outras fases da inovação não são compartilhados.

Entretanto, o Open Innovation, ou Inovação Aberta, tornou-se algo cada vez mais comum nas grandes empresas, que procuram se aproximar de universidades, centros de pesquisa e startups – o ecossistema de inovação.
Uma das vantagens da Inovação Aberta é a oxigenação do capital intelectual das grandes organizações. Assim, elas passam a interagir com o ecossistema através de ações como Challenges (desafios baseados em problemas do ambiente corporativo), Hackathons (maratonas de soluções a partir de problemas) e Hubs (espaços que reúnem startups para troca de ideias e networking), além de identificar oportunidades reais de investimento.

A estratégia de Inovação Aberta representa uma verdadeira mudança no mindset de muitos empreendedores, gestores e empresários em geral.

CLAUDIO CARVAJAL

Segundo ranking da 100 Open Startups, plataforma que conecta startups a empresas, 1.635 companhias estabeleceram parcerias com startups nos últimos 12 meses. Este número representa um crescimento 20 vezes maior do que há cinco anos. A pesquisa apontou também as empresas mais engajadas com Inovação Aberta no Brasil:


1 – Natura
2 – ArcelorMittal
3 – BMG
4 – EDP
5 – Alelo
6 – BASF
7 – Raízen
8 – Unilever
9 – Nestlé
10 – Accenture

A estratégia de Inovação Aberta representa uma verdadeira mudança no mindset de muitos empreendedores, gestores e empresários em geral, já que grande parte das empresas focam somente em estratégias de Inovação Fechada e preferem guardar suas ideias em segredo.

É importante lembrar que é possível trabalhar em paralelo com diferentes estratégias de inovação. Os projetos que necessitam de cuidado com a propriedade intelectual, por exemplo, podem adotar métodos de Inovação Fechada. Ao mesmo tempo, esta empresa pode utilizar Inovação Aberta para outros projetos, gerando valor à organização por meio do compartilhamento de conhecimento, estabelecimento de parcerias e investimentos em novos negócios.

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Claudio Carvajal

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Professor e Coordenador Acadêmico na FIAP. Empreendedor na área de negócios digitais, co-founder da Singular NEXT. Palestrante na área de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia. Autor de livros na área de negócios e tecnologia.

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Gestão na Era Digital: amplia-se o papel do administrador

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Gestão na Era Digital: amplia-se o papel do administrador

Gestão na Era Digital
A ciência da Administração surge no final do século XIX durante o processo da primeira grande revolução tecnológica: a 1ª Revolução Industrial. Ao longo do século XX, as Teorias da Administração levaram as organizações a alcançar novos patamares de eficiência e eficácia e ajudaram a humanidade a realizar feitos incríveis, como a chegada do homem à Lua. E agora, qual é o papel da Administração na Era Digital?

Vive-se um novo momento, uma nova revolução – a “revolução da velocidade” – porque agora as tecnologias desenvolvem-se exponencialmente. São diversas tecnologias emergentes que trazem inúmeros desafios e oportunidades para pessoas e empresas. Mas uma coisa é certa: é preciso “Administração” para gerenciar esta transformação e de fato convergir todo o poder da tecnologia para obter resultados efetivos de criação de valor, entrega de valor para os clientes, apropriação de valor para as empresas e benefícios para a sociedade.

São novas oportunidades que a Era Digital trouxe consigo, ampliando a atuação do administrador de empresas.

CLAUDIO CARVAJAL

Na Era Digital, dentre as funções básicas do profissional de administração, tem-se a necessidade de se conhecer novas tecnologias tais como Data Science, Inteligência Artificial, Robótica, Internet das Coisas (IoT), Blockchain, dentre outras. Os soft skills – ou habilidades interpessoais como inteligência emocional e trabalho em equipe – ganham nova dimensão. A capacidade de trabalhar colaborativamente para cocriar soluções que resolvam os problemas das pessoas utilizando estas tecnologias, gerando novos produtos, serviços e negócios digitais são essenciais para a atuação do novo administrador. É preciso pensar exponencialmente, uma vez que a tecnologia permite alcançar uma escalabilidade exponencial de mercado. Um serviço on-line, por exemplo, pode elevar a atuação de uma startup a um nível nacional ou mesmo internacional em um curtíssimo espaço de tempo.

O administrador continua atuando na área de planejamento estratégico, finanças, marketing, produção, qualidade, recursos humanos, tecnologia da informação, dentre outras. Hoje, porém, este profissional tem um novo olhar para estas áreas dentro deste contexto ampliado de atuação. A Era Digital traz novas oportunidades em atividades específicas nas empresas, tais como: gestor de mídias sociais, especialista em sucesso do cliente, administrador de dados, investidor day trader, especialista em e-commerce e marketplace, coach de metodologia Agile, gestor de tecnologia e transformação digital. São novas oportunidades que a Era Digital trouxe consigo, ampliando a atuação do administrador de empresas.

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Professor e Coordenador Acadêmico na FIAP. Empreendedor na área de negócios digitais, co-founder da Singular NEXT. Palestrante na área de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia. Autor de livros na área de negócios e tecnologia.

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O papel da inovação no processo de transformação digital

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O papel da inovação no processo de transformação digital

Inovação Digital
Muita gente vem comentando sobre a necessidade das empresas se adaptarem ao contexto da Quarta Revolução Industrial, que é uma ampla e complexa transformação no mundo, devido aos impactos das novas tecnologias. As empresas buscam conhecer e se apropriar dessas novas tecnologias rapidamente, desafio que tem ocupada cada vez mais tempo dos profissionais da área de tecnologia da informação (TI) nos últimos anos.

Entretanto, a transformação digital vai muito além de investimento em hardware e software. O primeiro grande investimento para que ela ocorra está no desenvolvimento de uma cultura organizacional inovadora, uma mudança de pensamento dos colaboradores da empresa. Lembrando ainda que essa mudança de pensamento precisa acontecer primeiro na alta administração, para que a inovação entre de fato no planejamento estratégico e nas ações da empresa de maneira interdepartamental.

Dessa forma, a empresa precisa construir uma mentalidade inovadora que permeie diferentes áreas da empresa. Claro que a área de tecnologia da informação passa a ter um papel fundamental nesse processo, participando do desenvolvimento de novos produtos, processos, serviços e solução de problemas. Os profissionais da área de tecnologia da empresa podem contribuir apresentando para demais áreas quais são essas novas tecnologias, participando de atividades de ideação e criação de produtos e serviços, e do desenvolvimento de soluções em conjunto com as demais áreas. Estamos falando, então, de um novo profissional de TI, que além de conhecimentos e habilidades técnicos também tenha uma formação voltada à inovação. 

A inovação representa a busca pelo novo e permite às organizações aumentarem sua competitividade e enfrentarem a concorrência. A capacidade de inovar é vista como importante elemento para o desempenho das organizações e do setor econômico.

CLAUDIO CARVAJAL

A inovação representa a busca pelo novo e permite às organizações aumentarem sua competitividade e enfrentarem a concorrência. A capacidade de inovar é vista como importante elemento para o desempenho das organizações e do setor econômico, pois permite que o mercado saia do estado atual e evolua. Por isso, a inovação deve ser trabalhada de forma aberta, além dos “muros” da empresa, conectando-a com o ecossistema de inovação externo, como centros de pesquisa, incubadoras, aceleradoras, universidades e outras organizações de fomento à inovação.

Algumas grandes empresas, lideradas por gestores que sabem dessa importância da inovação para o desenvolvimento sustentável de seus negócios, contam com estrutura e recursos para terem acesso a novas oportunidades e facilidade para inovar. Além dos tradicionais departamentos de “pesquisa e desenvolvimento – P&D”, que algumas empresas criaram no passado, é importante investir também em inovação aberta. Temos vários casos interessantes de empresas que fomentam a inovação buscando interação com o ecossistema além dos “muros” da empresa.

Para que haja agilidade no processo de inovação, é interessante que a empresa mergulhe no ecossistema de startups, de inovação de base tecnológica. As startups, por definição, são ideias inovadoras com potencial de se tornarem grandes negócios num curto espaço de tempo. Logo, estar próximo das iniciativas que trazem inovação tecnológica aplicada a produtos e serviços é fundamental para acompanhar as tendências de qualquer setor atualmente. Essas novas ideias estão acessíveis à grandes empresas, nos centros de pesquisa, incubadoras, aceleradoras, e quaisquer organizações que fomentam o desenvolvimento de inovação e empreendedorismo.

Algumas grandes empresas já possuem excelentes casos de inovação aberta no Brasil, desenvolvendo seus próprios laboratórios de Inovação e espaços de fomento ao empreendedorismo. Nas micro e pequenas empresas, nem sempre há recursos disponíveis para inovação, mas o desenvolvimento de estratégias para buscar inovação através iniciativas mais econômicas e criativas é igualmente importante. Nesse caso, sempre é possível fazer parcerias e participar de eventos relacionados a inovação no setor que essa micro ou pequena empresa atua. Essa é uma questão de sobrevivência, porque a acomodação nos dias atuais pode representar o enfraquecimento organizacional, uma vez que as áreas administrativa, operacional e comercial da empresa possam ficar obsoletas e acarretar em perda de competitividade, ou até mesmo ameaçar a sustentabilidade do negócio.

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Sua empresa está preparada para 4ª Revolução Industrial?

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Sua empresa está preparada para 4ª Revolução Industrial?

4ª Revolução Industrial
Segundo Klaus Schwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial e autor do livro The Fourth Industrial Revolution, nós já estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial. Com ela, temos inúmeras oportunidades e desafios para as empresas. Mas afinal, você sabe o que é a 4ª Revolução Industrial? E a sua empresa? Ela está preparada para essa nova realidade?

A 1ª Revolução Industrial teve início na segunda metade do século XVIII – entre 1760 e 1840 – impulsionada pela máquina a vapor e pela construção das ferrovias e das rodovias. A 2ª Revolução começou no final do século XIX e início do século XX com a produção em massa, graças à energia elétrica e às técnicas de Administração e Produção. Já a 3ª Revolução Industrial aconteceu nos anos 1960 com a evolução da Tecnologia da Informação e da Comunicação. Finalmente, temos a 4ª Revolução Industrial – também chamada de Revolução Digital – que se iniciou na virada do milênio.

E qual é a grande novidade desta última Revolução Tecnológica? Ela tem um potencial muito maior do que as anteriores porque as tecnologias que estão sendo desenvolvidas e aplicadas na atualidade, como Inteligência Artificial, Big Data, IoT (Internet of Things), Robótica dentre outras, podem impactar diversas áreas da Ciência, de sequenciamento genético a nanotecnologia, numa velocidade muito maior do que evoluímos até o momento. A evolução científica passou a evoluir exponencialmente, enquanto no passado ela evoluía linearmente.

E como posso me preparar ou preparar minha empresa para aproveitar essas oportunidades e superar tantos novos desafios que aparecerão tão rapidamente?

A inovação tem que estar alinhada à estratégia empresarial e à visão de futuro da empresa. Paradoxalmente, a estratégia precisa ser flexível, ajustável à rápida transformação social e econômica e ao comportamento dos concorrentes no mercado.

CLAUDIO CARVAJAL

Primeiro, é preciso compreender que esta Revolução está impactando os países e as empresas de modo heterogêneo. Há regiões e empresas em estágio mais avançado no uso das novas tecnologias, e outras regiões e empresas que ainda estão bem atrasadas. A primeira sugestão é analisar sua empresa e seus concorrentes para diagnosticar como ela está em relação ao uso de novas tecnologias e qual a sua capacidade de inovação em produtos e serviços.

O segundo passo é criar uma cultura organizacional favorável à criatividade e à inovação, especialmente a inovação tecnológica. O ambiente organizacional precisa se adequar aos novos tempos. E esse é um grande desafio porque envolve, em muitos casos, a reinvenção do próprio DNA da empresa, alterando a visão, a missão, os valores, a estrutura de poder, as políticas, as normas, as relações interpessoais, os processos etc. O foco principal desta transformação é tornar as organizações mais ágeis, flexíveis, dinâmicas, criativas e inovadoras de fato.

Em paralelo com o segundo passo, o terceiro passo consiste na busca pelo conhecimento das novas tecnologias – as tecnologias exponenciais – e como elas podem impactar seu negócio. É importante utilizar ferramentas de Open Innovation, inovação aberta, envolvendo pessoas e instituições externas do chamado ecossistema de empreendedorismo e inovação, para potencializar a capacidade de inovação da sua empresa. Existem metodologias e ferramentas para isso, como Hackatons (desafios de programação), Action Learning (Desafio de inovação em negócios), Labs de Inovação, dentre outras. Sua empresa precisa criar uma estratégia de inovação, incorporando essas metodologias ao seu modelo de negócios.

Finalmente, é importante criar indicadores e metas que permitam às empresas acompanhar os resultados obtidos com a gestão e a difusão da inovação corporativa. A inovação tem que estar alinhada à estratégia empresarial e à visão de futuro da empresa. Paradoxalmente, a estratégia precisa ser flexível, ajustável à rápida transformação social e econômica e ao comportamento dos concorrentes no mercado. As organizações exponenciais terão um ciclo muito menor entre a definição da estratégia, a mensuração dos resultados e o realinhamento estratégico. A busca pela potencialização da eficiência e eficácia contará cada vez mais com o apoio e a utilização das tecnologias exponenciais, como algoritmos de negócios, robôs e inteligência artificial: um novo mundo corporativo.

Artigo publicado no Jornal o Estado de São Paulo

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Design Thinking Inovação Tecnológica Sociedade 5.0 Transformação Digital

Como o Design Thinking pode ajudar a promover a Economia Circular?

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Como o Design Thinking pode ajudar a promover a Economia Circular?

Design Thinking
O Design Thinking é um conjunto de métodos e processos para abordar problemas, coletar e analisar informações relacionadas a esses problemas, gerar conhecimento relacionado e idealizar propostas de soluções.

Adotado por indivíduos e organizações – principalmente no mundo dos negócios – bem como em engenharia e design contemporâneo, sua utilização vem crescendo em vários países. O conceito é entender os métodos e os processos que designers usam ao criar soluções e aplicá-los de forma estruturada para que indivíduos e organizações sejam mais capazes de gerar inovação.

Esse crescimento do Design Thinking está alinhado com outro conceito importante para solução de problemas da sociedade contemporânea: a “economia circular”. A economia circular é um conceito econômico que faz parte do desenvolvimento sustentável e de conceitos econômicos inspirados na economia verde, biologia sintética, blue economy, ecologia industrial. Ela emerge como alternativa à economia linear, e propõe que os resíduos de uma indústria sirvam como matéria-prima reciclada para ela ou para outra indústria. O modelo circular assume que os produtos e serviços têm origem em fatores da natureza e que, no final de sua vida útil, retornam à natureza através de resíduos ou de outras formas com menor impacto ambiental.

O Design Thinking aplicado no contexto da economia circular deve contribuir para solução de grandes desafios de sustentabilidade.

CLAUDIO CARVAJAL

O Design Thinking aplicado no contexto da economia circular é o caminho para reinvenção do processo produtivo no século XXI. E é no momento de crise que a economia circular ganha força, uma vez que as empresas precisam melhorar seus processos, e para isso buscam na criatividade e na inovação as bases para evolução efetiva de suas atividades.

Entendendo o comportamento das pessoas na sociedade contemporânea, especialmente o comportamento de consumo, podemos desenhar o caminho dos produtos descartados e seus resíduos, que podem ser reciclados e reaproveitados na produção de novos produtos. As tecnologias podem ajudar na rastreabilidade dos produtos e no desenvolvimento de produtos mais adequados ao novo ciclo produtivo sustentável.

As startups que focarem seu processo de ideação de novos produtos e seus modelos de negócios no uso de novas tecnologias para criação de produtos e serviços adequados à economia circular aproveitarão essas oportunidades nos próximos anos. A produção está mudando e precisamos aplicar o Design Thinking no contexto das tecnologias exponenciais (Impressoras 3D, IoT, Big Data, IA etc.) para gerar soluções voltadas à economia circular, e com isso aumentar a sustentabilidade das empresas e da sociedade.

Artigo publicado no site da FIAP

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Claudio Carvajal

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FIAP Business Week 2016

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FIAP Business Week 2016
Evento que reúne a comunidade do curso de Administração e do curso de Gestão de Tecnologia da Informação da FIAP, para participar de palestras, workshops, visitas à empresas e competições acadêmicas.

Nessa edição de 2016, tivemos a participação de profissionais de enorme destaque no mercado, e os alunos puderam participar de uma atividade sobre criação de Startups com o pessoal da Startup Farm, na Google, Campus São Paulo.

Deixo registrado meus agradecimentos a todos que participaram do evento, ao Prof. Roberto Marins que coordenou o evento na Unidade Paulista, professores, colaboradores da FIAP, e em especial aos palestrantes que gentilmente compartilharam seu tempo, seu conhecimento e sua valiosa experiência, para contribuir com a formação de nossos alunos.

Genivaldo Araujo – CEO e co-fundador – 3CON Consultoria;

Roberto Portella – CIO Valor Econômico; 

Sandra Souza – Diretora de TI (Carrefour) – Serviços e Operações; 

Lilo Chachamovits – Fundador do Instituto Visionários; 

Gil Giardelli – Especialista em cultura digital e web ativista; 

Roberto Coelho – Leadership Partner Director da Gartner;

Marcel Fukayama – Empreendedor Social, sobrevivente de câncer e Catedral Builder. Eleito um dos CEOs mais inspiradores do Brasil pela GC Magazine; 

Carlos Piazza – Consultor e palestrante na área de negócios, inovação e tecnologia; 

Prof. Dr. Fernando Almeida – Doutor em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP);

Cae Nóbrega – Trainer da SBPNL e consultor na área de desenvolvimento humano.

Equipe Startup Farm e Google Campus São Paulo.

A área de comunicação da FIAP acompanhou o evento e as fotos e vídeos estão disponíveis na página do Facebook da instituição: https://www.facebook.com/fiap/?fref=ts  

Forte abraço!

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Leadership Cup

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Leadership Cup
Olhando para o passado recente O Leadership CUP é uma metodologia ativa de aprendizagem na área de gestão de pessoas, que permite que os alunos tenham uma experiência vivencial, para melhorar suas habilidades e competências em trabalho em equipe e liderança.

Os alunos passam previamente por um assessment, e recebem ao final do programa um relatório com seu perfil e potencialidades como Líder.

Realizado desde 2012 na FIAP, esse programa tem sido um grande diferencial na formação dos egressos do curso de Administração, além de melhorar o desempenho acadêmico dos alunos.

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